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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Final de semestre.


Se vocês são pessoas boas que querem ter vidas sensatas, fica a dica aqui: não resolvam ter uma crise de inferno astral em pleno fim de semestre da faculdade. Conversem com seus familiares e peçam, com um sorriso no rosto, pra eles só surtarem depois do dia 10/12, para eles só destruirem seu coração depois dessa data, para seus amigos não sacanearem antes do dia D pré-estabelecido, para sua terapeuta não ir muito fundo nas sessões que antecedem este dia, para seu namorado não brigar com você - ou seja, peçam para o mundo parar que vocês querem descer mas jaja vocês voltam, sorridentes e de biquíni, para ir pegar uma praia na viagem de ano novo.
Infelizmente, eu esqueci de avisar isso as pessoas. Mas, mais infelizmente ainda, também me esqueceram de avisar isso - ou seja, vamos me ligando aí, me mandando mensagem, me mandando email para dizer 'just because i'm busy doesnt mean i dont love you' ok? Porque essa coisa de me sentir mal amada, complica ainda mais o já triste processo de encerramento de trabalhos do semestre mais chato da minha vida estudantil e me deixa com emoções a flor da pele - que eu não posso descontar em nada e nem em ninguém - que fazem com que eu assista House para fazer um trabalho ACADEMICO e chore litros com as mazelas da vida hospitalar.
Quer dizer, bela bosta né. Bela aspirante a pessoa normal. Bela aspirante a psicologa.

Trufa.

Quer dizer, as pessoas não tem mais nem sequer noção da expectativa das outras e com isso causam frustrações que tiram o prazer das pequenas coisas. Vou eu, muito feliz, comprar uma trufa de maracujá - porque eu amo maracujá e etc e tal e todo mundo sabe - mas aí, quando chego lá, a trufa de beijinho tem um papel tão bonito e quando eu olho aquele beijinho, tão branquinho no papel da trufa que quase sinto o gosto do doce e penso 'porra, tô pagando e engordando mesmo, me vê aí uma trufa de beijinho'. Cem anos que eu não comia trufa, vou super feliz abrindo o bombom, mordo e... UM RECHEIO MARROM. Parecia até uma trufa de amendoim. Minha mente super confusa, né. Quer dizer, respeito com o consumidor não trabalhamos, além de eu supor sempre que beijinho é uma coisa branca, a imagem do papel ainda me iludiu mais. Que tipo de gente embala num papel com beijinho branco e vende beijinho marrom? Comi minha trufa, que tinha gosto de beijinho, porque já tinha comprado e já tava lá mesmo fazendo nada né, mas perdi totalmente o tesão. Fui iludida. Uma consumidora enganada. Da próxima vez, a boa e velha trufa de maracujá.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sonho




As chances de eu cair desse sapato são de 100%. Mas quem se importou com isso quando achou ele maravilhoso e comprou? Não eu...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

É que falaram primeiro...




Quando alguém fala exatamente tudo de um jeito muito melhor do que você conseguiria falar, o que você faz? Dá um Ctrl C + Ctrl V e CREDITA, certo? Certo. Então, aqui vai! :)





Link do blog de onde eu retirei essa imagem e esse texto , retratado abaixo: Mary Jo living alone: Well who could blame her if she's sleepy?


-> http://whocouldblameher.blogspot.com/2009/11/so-pra-constar.html





Aqui vamos a reprodução, porque oi, se ela tava falando dela, acabou calhando de falar de mim, sabe?





Só pra constar



"Eu sou tão casca-grossa, mas tão casca-grossa, que quando fico estressada aparecem espinhas no meu couro cabeludo. Uma forma do meu corpo dizer "não, não me faça cafuné, eu sou forte e fodona".Mentira, claro.
O problema é exatamente esse, eu sou que nem aqueles docinhos de leite que são duros por fora e meleca por dentro. Eu sofro horrores e só queria um bocadinho de amor, mas aí todo mundo me olha e pensa "uau, ela é super foda e bem resolvida, nem precisa de ninguém", daí eu me dou mal."





Querida Fabiane, eu te entendo. Juro que entendo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Seleção de estágio.

Bom, falei muita besteira (messsssssssssmo) na seleção de estágio e super sei que já era. Mas eu JURO que se eu perder a vaga pra a menina que tava de rasteirinha, ou pra a menina que tava de barriga de fora, ou pra a menina de camisa regata....aí eu vou pirar, porque é um sinal claro de que o mundo corporativo perdeu a mínima noção do que é bom senso profissional. Tenho dito.

Eu nem sinto os meus pés no chão.


Eu queria ser uma centopéia.
Incrivelmente (ou não, pra mulheres que tem na vida homens sensíveis e antenados, como os que eu tenho), os pares mais lindos foram presentes de dois homens, meu pai e meu namorado!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Voice into my head.

Olha, é uma coisa normalissima perguntar pra psicologos e estudantes de psicologia que tipo de paciente ele não sustentaria atender. Vou te contar, depois da seleção de estágio que eu fui hoje, tenho que falar: lido com perversos, me manda os neoróticos, traz a galera bulímica, chama todo mundo que tem toc, vamos fazer terapia com homosexuais, famílias, casais em crise, adolescentes problemáticos, alcoolatras - mas sério, NÃO me pede pra conviver com gente que tem a voz irritante. Só isso, por favor. Eu não aguento. Em dois minutos, eu nem tô ouvindo mais, já tô imaginando porque-diabos aquela voz de desenho animado de princesinha mimimi ainda existe...

Voz enjoada? Do not disturb.

domingo, 8 de novembro de 2009

Meu siguino.

"Meu siguino é o melhor" é uma comunidade no orkut. Depois as pessoas abrem as janelas do meu msn para criticar a minha amargura com o mundo. Fale sério!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Por outro lado...

Por outro lado, meu dia hoje ia ser horroroso e cheio de coisas pra fazer. Contudo, como o sono era muito porque eu fiquei namorando e cheguei tarde em casa, dei um zig na exibição e análise de Amelie Poulan as sete e trinta da manhã e fiquei dormindo até as nove. Descobri que engordei essas quatrocentas gramas e lenhei com o resto do meu humor para sempre. Mas a professora mandou uma mensagem falando que ela está doente e não vai ter estágio hoje (o que me dá uma tarde inteirinha livre). E agora eu só tenho que tomar vergonha na cara e arrumar minha mala pra viajar amanhã, ir no salão, ir fazer ginástica com as meninas, ter uma aula de biologia com Dan. E ainda assim, eu sinto que vou enrolar essa aula de biologia e acabar escolhendo outro tema para o meu trabalho de psicologia analítica - depois vou me culpar pela displicência de não ter feito sobre o tema que eu queria por pura preguiça. De qualquer forma, amanhã vou passar cinco horas no avião, em companhia de dois livros sensacionais ("Conversas com Woody Allen" e "Consolação") e depois, estarei em São Paulo com Xu. Não faço idéia do que faremos por lá, mas a gente vai fazer coisas legais, com certeza. E também, vamos assistir filmes pro trabalho de ética.
Enquanto amanhã não chega, sigo abrindo o word e o email e fazendo uma planilha muito interessante para o amigo secreto 'mimimi' de natal das minhas amigas. Vida interessante e útil é para fracos.

Metabolismo?

Tem três semanas que eu não como biscoito de chocolate (ou qualquer outro), salgadinho, pão de sal, macarrão, lasanha, (nada de massas, na verdade bem verdadeira), queijo, presunto, fritura, doces (ok, comi dois bis e um batom branco nessas tres semanas), sorvete, comida de boteco, lanchinhos na doces sonhos, mc donalds, coca-cola, bis, fast food, salgados de lanchonete, cerveja, amanditas, batata frita...
Ou seja, tem três semanas que eu como salada de folhas e verduras variadas, arroz integral, frango grelhado, salmão grelhado, sopa de verdura, pão integral, salada de frutas, blanket de peru, requeijão light, vitamina de banana de molico e nescau light (!), sucos de frutas, chás, torradas integrais e barrinhas de cereal.
Há três semanas eu estou fazendo exercicio físico, de segunda a sexta, sagradamente, normalmente por uma hora e meia. Para quê? Para que hoje, justo hoje, bem hoje, hoje mesmo - a balança me diga que eu ENGORDEI 400 gramas. (ok, eu já emagreci um tanto, e estou engordando em cima do que eu emagreci, MAS MESMO ASSIM!)

Conclusão? Dieta, exercicio, metabolismo, hormônios, enzimas, calorias, "o tempo do meu corpo"... vão tomar no cu! Amanhã tô indo pra são paulo e vou comer sanduiche de mortadela e pastel de feira até morrer. Grata desde já.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dúvida.

Amar é o quê,
se não for também,
saber a hora de dizer 'não'?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Gente intratável.

Minha definição de gente intratável (sobretudo, de homem intratável, por isso, vai o texto no masculino, mas manjem que serve pra qualquer pessoa de qualquer sexo e portadora de zero grau de educação e bom senso):

O intratável fala alto (oi? num ambiente público?) com a sua parceira e com os funcionários que estão atendendo eles. Xinga alto. Reclama grosseiramente com os funcionários. Olha pra outras mulheres (peitos, bundas, coxas, o que aparecer (!!!!!!!!!!!)) na frente da parceira dele. É indelicado. Faz comentários desnecessários com vocabulário de baixo-calão. É insensível. Confunde o que é coletivo com o que é pessoal (gente que vem na pista da esquerda e quer cruzar quatro pistas em cima do retorno da direita, pra poder fazer o retorno e buzina loucamente na hora H porque acha que todos que estão no trânsito naquele momento tem obrigação de deixá-lo passar até o retorno enquanto ele fica parado prendendo uma pista toda para conseguir o que ele quer, ao invés de ter ido cruzado aos poucos a pista, por exemplo. Ou gente que vai pra a fila da livraria -e juro, eu estava no caixa e atrás de mim não existia fila, a pessoa era a primeira da fila!- e pega uma cadeira da lanchonete e senta na fila, porque né, ela tá cansada. Ao ser avisada pela pessoa da lanchonete da livraria que ela não poderia fazer isso, surtou geral e disse que tava cansada e que fazia o que queria e que precisava ficar na fila. Esse DEFINITIVAMENTE é meu conceito de gente intrátavel. Esse DEFINITIVAMENTE é o defeito que mais me irrita nas pessoas.) Não se coloca no lugar dos outros. Se acha superior. É egoísta. Acha que todo o resto da humanidade nasceu para suprir seus desejos. Não respeita a etiqueta (nem sei se sabe que ela existe) mínima do bom-senso em relações sociais ou espaços públicos.

O retrato da miséria humana, em resumo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Thats the way, i liiiiiike it.




Malditas cebolas.

Quando alguém faz uma coisa comigo e eu não gosto, me é costumeiro pensar em como seria que a pessoa deveria fazer para que eu gostasse. Muitas vezes, eu assumo, ainda que a pessoa fizesse do jeito que eu penso que é o jeito certo, em algumas situações, ficar zangada me seria inescapável - pro que é ruim, não tem jeito que conserte. (mas ok, alguns amenizam!)
Terminar por carta certamente não é algo que eu julgo decente, mas também não diria que alguém já conseguiu terminar comigo, por exemplo, de alguma forma decente (algumas pessoas se deram o trabalho de serem cruelmente indecentes, até). Me coloco sempre a questão: um fim que só chega pra um, tem como ser decente pro que não o recebeu e ainda assim receberá? Não sei responder.
Quando cheguei no MAM pra ver a exposição de Sophie, eu já sabia que eu ia achando o sujeito que escreveu a carta um bandidão - sentimento natural de união da espécie feminina? sentimento natural por ser compartilhado por pessoas que já viveram a situação 'pé-na-bunda'? quem sabe? - mas eu tive pensamentos que eu não esperava, além deste, já esperado.
Eu gosto de pensar nas coisas como dramas adolescentes, como se expressar grandes sentimentos (bons e ruins) fosse privilégio da pouca idade e do descobrimento emocional. Ver gente bem-resolvida, trabalhando com coisas elegantes, sóbrias, falando com rancor sobre amor, percebendo a vulnerabilidade que elas atribuiam ao amor foi uma experiência diferente. Eu achava que 'quando eu crescesse' más-resoluções amorosas não seriam a coisa mais importante da minha vida. Como o amor pode ser tema de minha monografia, uma distinta senhora famosa pela sua arte estava se debruçando sobre sua vida pessoal para fazer arte (arte? alguns se perguntam) e aquelas mulheres fazendo questão de me lembrar em fotos gigantes, em filmes curtos e em textos elaborados: ele sempre está presente. Para umas mais, para outras menos, para umas com mais tristeza, para outras com mais raiva.
A carta é bem-escrita. Mas o amor não quer saber ler. Ele quer saber-se acompanhado. Ele quer saber-se bastante pro outro. Ele quer saber-se forte, alimentado, compartilhado.
A primeira mulher que vi no vídeo xingava o rapaz de filho da puta e eu sabia que era algo que eu também facilmente faria. A segunda ia se espantando com as sobrancelhas ao ler as coisas que ele dizia - e eu ia concordando com ela, as exigências de Sophie eram óbvias - ela não pedia nada que não fosse comum ao amor.
O melhor do livrinho com as impressões sobre a exposição: a adolescente, que disse que o rapaz se achava, a mãe de sophie tratando o assunto quase com um sorriso doce de pena da ingenuidade da filha famosa, a professora de educação infantil que sugeria que 1. descobrisse-se quem era o herói da história. 2. reescrevam o final da história. (e Sophie não tava reescrevendo mesmo não, ela tava fazendo o que ele disse: cuidando de si.)
E o melhor da exposição toda: uma senhora, numa cozinha mega colorida, num espanhol (que sempre já soa dramatico) lendo a carta, como uma mãe protetora, pontuando as obviedades de Sophie e execrando o cara na sua tentativa de surrealizar enquanto fatia algo ; ela começa a chorar. Olha pra a câmera e diz: malditas cebolas. Não é isso que fazemos o tempo todo? Nos afastamos do que realmente nos faz chorar, pra focar nos motivos que aceitamos ter para chorar.
Vai ver o amor é isso. O intervalo das nossas banalidades. O fôlego que tomamos entre um mergulho e outro. Não temos tempo para o amor. Mas temos que ter tempo para as cebolas. Malditas cebolas.

domingo, 11 de outubro de 2009

Eu quero..!






Eu quero todos os bonecos de "Up- Altas aventuras" e de "Tá chovendo Hamburguer".




Como faz?